Informações

Prepare-se para Chuvas Torrenciais

Apoio público para vítimas de inundações

Como fazer registros dos danos sofridos

Quando sua casa for inundada por um tufão ou uma enxurrada, é possível fazer uso com frequência de sistemas de apoio público. Nesta série, apresentamos como se cadastrar nesses programas de apoio no Japão. Na primeira parte da série, vamos observar como fazer registros dos danos sofridos.

Quando sua residência for danificada, é aconselhável tirar a maior quantidade possível de fotos antes de começar a arrumar as coisas. Isso é necessário para evitar qualquer tipo de problema ao solicitar um certificado de desastre ou pagamento de seguro.

Você precisará tirar fotos da parte externa e de todas as direções de sua casa. É aconselhável pedir a alguém que fique de pé próximo ao ponto em que as águas da enxurrada alcançaram para que as fotos mostrem claramente o nível de profundidade d’água. É também aconselhável tirar fotos de cada parte no interior da residência, incluindo o teto, o chão e as paredes para mostrar a extensão total dos danos.

É importante fotografar o nome do fabricante e o número de série que constam nos móveis danificados, caso seja possível. Não se esqueça de tirar fotos do compressor dos seus aparelhos de ar-condicionado, além da tubulação externa. Fotos tiradas com smartphone e outros aparelhos móveis são suficientes.

É fortemente aconselhável que você garanta sua própria segurança e tire três vezes mais fotos do que acha ser necessário. Isso serve para evitar a possibilidade de você descobrir mais tarde que esqueceu de tirar as fotos necessárias.

Estas informações são do dia 12 de setembro de 2022.


Certificado de desastre

Ao se cadastrar nos diversos tipos de apoio público existentes no Japão, é necessário possuir um certificado de desastre para provar o grau dos danos ocorridos. Os requisitantes devem enviar o cadastro até sua municipalidade para que o certificado de desastre seja emitido. Muitas municipalidades montam guichês temporários para a requisição do documento na ocorrência de um desastre.

Nos seguintes casos, é necessário ou aconselhável ter um certificado de desastre para agilizar o processo de recebimento de apoio público:
- Recebimento de apoio financeiro público e socorro financeiro
- Mudança para moradia temporária
- Isenção ou pagamento diferido de imposto de renda e imposto predial
- Isenção ou pagamento diferido de contas de serviços públicos, incluindo gás e luz
- Recebimento de seguro privado
Aqueles que moram em imóveis alugados também estão sujeitos à emissão do certificado de desastre.

Autoridades locais farão uma vistoria in loco da residência para aprovar o grau dos danos ocorridos e emitir o certificado de desastre. Os requisitantes podem solicitar uma reavaliação caso tenham alguma objeção quanto à avaliação do grau de danos.

Estas informações são de 13 de setembro de 2022.


Redução ou isenção de pagamento de empréstimos

Nesta terceira e última edição, vamos explicar sobre o sistema de redução ou isenção de pagamento de empréstimos por parte de quem tenha sido vítima de um desastre natural.

Pessoas que tenham tido suas casas danificadas e ainda possuam parcelas de financiamento imobiliário a quitar são aconselhadas a fazer uso do sistema de redução ou isenção de pagamento de empréstimos por indivíduos afetados por desastres. Neste esquema, caso determinadas condições se apliquem, é possível que seus empréstimos sejam reduzidos ou até isentos de pagamento sem haver necessidade de realizar procedimentos de falência. É possível possuir até cerca de 5 milhões de ienes, ou cerca de 35 mil dólares em depósitos ou poupança para que as vítimas possam reconstituir suas vidas.

Para aderir a este sistema de apoio, é necessário fazer o requerimento junto à instituição financeira com a qual adquiriu o empréstimo. Caso não tenha certeza se é elegível a participar deste esquema, consulte a associação local de advogados, tendo em mãos o ‘certificado de desastre’. Em princípio, não é cobrada nenhuma taxa jurídica.

Para ser elegível a receber o auxílio, é necessário se adequar aos requerimentos de renda. Ao fazer uso do benefício, não haverá cobrança de pagamento ao fiador, em princípio, e também não serão registradas informações negativas sobre inadimplência junto a firmas de crédito.

Estas informações são de 14 de setembro de 2022.


Atitudes que salvam vidas diante da aproximação de um tufão

Preparativos que podem ser feitos antes da aproximação do tufão (1)

A NHK responde a perguntas relacionadas a mitigação de desastres. À medida que entramos na temporada de tufões no Japão, apresentamos esta série que informa sobre como proteger sua vida no caso da ocorrência de tufões que trazem chuvas fortes e ventos violentos. Vamos mostrar ações que devemos tomar, tendo como base análise de circunstâncias infligidas pelo tufão Hagibis em 2019. Nesta primeira edição, focamos nos preparativos que podem ser feitos dois ou três dias antes da aproximação do tufão.

Com a passagem do tufão Hagibis, 79 pessoas morreram em desastres relacionados a correntezas ou deslizamentos de terra. Dentre elas, 52 das fatalidades ocorreram em áreas consideradas de risco nos mapas de avaliação de riscos. Localidades consideradas perigosas em caso de desastres estão indicadas nos mapas de avaliação de riscos das comunidades. Este mapa do bairro pode ser verificado online, mas em situações anteriores, quando tufões se aproximavam, os sites de muitas municipalidades ficavam congestionados e não podiam ser acessados. Assim, assegure-se de verificar o site com antecedência e imprima as informações relevantes.

Perigos também existem mesmo em localidades fora das áreas consideradas de risco. Com a passagem do Hagibis, 17 pessoas morreram em locais fora das áreas de risco em desastres que envolviam correntezas. Treze delas estavam em áreas de baixada, que podem se inundar quando um rio transborda devido a fortes precipitações. Desta forma, é importante verificar a elevação de onde sua residência se localiza e compará-la com a da beira de rios ou pontes próximas. Caso sua moradia esteja no mesmo nível que a beira de um rio ou uma ponte, há risco de que sua casa seja inundada.

Estas informações são de 5 de setembro de 2022.


Preparativos que podem ser feitos antes da aproximação do tufão (2)

Ao se preparar para a aproximação de um tufão, você deve estocar água e alimentos suficientes para no mínimo três dias. Alimentos de emergência tendem a ser ricos em carboidratos. Portanto, é recomendável estocar alimentos enlatados e sucos de legumes e verduras para que você possa obter os demais nutrientes de carnes, pescados e vegetais.

Sobre que tipos de bebidas estocar, é bom assegurar a quantidade necessária de outros líquidos além de água, incluindo chá e bebidas não alcoólicas. Você também pode estocar água com data de validade de cinco a dez anos. Para famílias com crianças pequenas, é recomendável estocar comida de bebê e leite líquido que não requerem qualquer tipo de aquecimento ou preparação.

Cheque se sua lanterna ou rádio portátil estão funcionando. Também é útil baixar vários tipos de aplicativos para coletar informações sobre desastres. É bom ainda ter à disposição um carregador de celular que funciona com baterias alcalinas, pois é comum vermos em abrigos de evacuação filas de pessoas esperando para carregar seus telefones devido à quantidade limitada de tomadas elétricas.

Por último, é aconselhável recolher para dentro de casa todos os itens normalmente deixados do lado de fora, tais como guarda-chuvas e varal de secar roupa, para evitar que eles sejam arrastados por ventos fortes e acabem machucando pessoas.

Estas informações são de 6 de setembro de 2022.


Preparativos que podem ser feitos antes da aproximação do tufão (3)

Quando um tufão se aproxima, serviços ferroviários podem ser suspensos, e é possível que haja alertas e informações sobre evacuação de determinados locais à medida que ventos e chuvas se intensificam. Diante dessas situações, é essencial obter informações precisas.

Verifique as informações mais atualizadas emitidas pela Agência de Meteorologia do Japão e por governos locais. A população é aconselhada a obter informação de forma proativa, por meio do uso de aplicativos para celular sobre prevenção de desastres e pelo sistema de transmissão de dados da televisão, através do botão cujo símbolo tem a letra “d”.

Se uma ordem de evacuação for emitida para a municipalidade em que reside, este é o momento em que você deve se retirar e buscar local seguro. Não imagine que a situação ainda possa estar sob controle, portanto, aja de imediato. O mais importante é se retirar do local de risco com antecedência, antes que a situação nos arredores se agrave. Se uma chuva forte causar o transbordamento de um rio, até mesmo carros podem ser facilmente levados pela correnteza.

Pessoas que necessitam de mais tempo para buscar abrigo seguro, incluindo idosos e pessoas com deficiências, devem começar os procedimentos para deixar suas casas imediatamente após o alerta para esse grupo ter sido emitido. Também é recomendável que moradores verifiquem se há mais alguém na vizinhança que necessita de ajuda.

Ao permanecer em casa diante da aproximação de um tufão, assegure-se de dormir em andares acima do térreo ou mais altos. Quando o tufão Hagibis atingiu o Japão, em 2019, 12 pessoas das 21 que morreram por inundações em casa estavam no térreo em moradias de dois andares. Elas poderiam ter sobrevivido caso estivessem no primeiro andar ou em pisos superiores.

Idosos podem enfrentar dificuldades para se locomover de um andar a outro caso a moradia comece a ser invadida por uma inundação e os móveis comecem a flutuar na água. Aconselha-se que as pessoas durmam à noite em quartos em pisos superiores ao térreo ou ainda mais altos, e o mais longe possível de encostas e declives, caso os procedimentos de fuga para local seguro venham a levar mais tempo.

Estas informações são de 7 de setembro.


Como agir diante da aproximação de um tufão (1)

Na série em que fazemos um retrospecto dos estragos causados pelo tufão Hagibis, de 2019, e damos dicas para a proteção da própria vida, falamos nesta edição sobre como agir diante da aproximação de um tufão.

À medida que um tufão se aproxima, chuva e ventos se intensificam e algumas vias públicas podem ficar alagadas. Alertas especiais podem estar em vigor e existe a probabilidade de que moradias estejam debaixo d’água e áreas tenham sido afetadas por deslizamentos de terra. É perigoso sair à rua nestas condições. Das 92 pessoas mortas no Japão em consequência do tufão Hagibis, em 2019, 57 morreram fora de prédios. Perderam a vida quando estavam fora de casa por diferentes razões. Algumas poderiam ter sido salvas se tivessem permanecido em recinto fechado. Convém lembrar que é extremamente perigoso sair à rua após a intensificação da chuva e dos ventos.

Também é perigosíssimo se afastar de carro de áreas de risco. Das 57 pessoas mortas fora de prédios em consequência do tufão Hagibis, 23 — em torno da metade — morreram no interior de algum veículo. Vários veículos foram arrastados pelas águas ou caíram em buracos porque o alagamento impedia a visualização do pavimento. Carros podem facilmente ser arrastados mesmo por águas que não pareçam tão profundas. Não se deve dirigir em áreas inundadas.

Estas informações são de 8 de setembro de 2022.


Como agir diante da aproximação de um tufão (2)

Treze pessoas morreram a caminho do trabalho ou de casa durante o tufão Hagibis, em 2019. De todas as pessoas mortas ao ar livre durante o tufão, cerca de 25% tinham saído por questões relacionadas ao trabalho. O número dessas vítimas foi especialmente alto em áreas rurais, onde muitos vão de carro para o trabalho.

O professor Ushiyama Motoyuki, do Centro de Pesquisas Integradas e Educação sobre Desastres Naturais da Universidade de Shizuoka, analisou os estragos causados pelo tufão. Ele disse ser importante que as companhias não deixem seus empregados irem ao trabalho ou voltarem para casa quando tal movimentação parecer arriscada. Ele também insiste que os trabalhadores reflitam sobre o momento certo para deixar suas casas ou seus locais de trabalho, e que o façam somente quando parecer seguro.

Ushiyama nos aconselha a ir para um cômodo distante de uma ladeira ou de um penhasco, num andar superior da casa, quando for perigoso ir para fora. Ele diz que também é uma boa ideia ir para andares altos de um edifício sólido, se houver um nas proximidades. Se for difícil evacuar, devemos ir para um lugar o mais seguro possível para aumentar nossas chances de sobrevivência.

Para proteger sua vida durante um tufão, é importante entender os riscos e preparar-se com antecedência. Contudo, a lição difícil que aprendemos com o tufão Hagibis, é que a natureza vai além de nossa imaginação. Neste sentido, os esforços diários para conhecer o local onde moramos são essenciais. Você pode achar que nada vai acontecer à sua casa, mesmo se houver um tufão, mas em vez disso, deveria habituar-se a imaginar o que pode acontecer se um rio nas proximidades transbordar, ou se um penhasco despencar.

Estas informações são de 9 de setembro de 2022.


Prevenção de danos em desastres: Escala de alerta de chuvas intensas e dicas sobre saída de áreas de risco

27 de junho de 2022

Níveis de alerta

A Agência de Meteorologia do Japão faz alertas e alertas preventivos sempre que antecipa intensas chuvas, cabendo às prefeituras ordenar à população que se afaste de áreas de risco.

Em 2019, o Japão começou a usar uma nova escala de alerta de chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra. Adotada para facilitar aos moradores o conhecimento da ocasião adequada para abandonar áreas de risco, a escala foi revisada em maio de 2021. A agência também divulga informações em outros idiomas, como o português, além do japonês.

Esta é a primeira edição da nova série que explica os níveis de alerta e apresenta dicas sobre o abandono de áreas de risco. Nas próximas edições, vamos explicar o grau de perigo correspondente a cada nível de alerta e medidas que as autoridades recomendam à população em áreas afetadas.

Estas informações são do dia 19 de maio.


Níveis 1 e 2

Na segunda parte da série, vamos entender os dois primeiros níveis, e saber o que devemos fazer caso esses alertas sejam emitidos.

Quando o nível 1, o mais baixo, é emitido, os residentes das respectivas regiões são aconselhados a seguir as últimas informações meteorológicas.

A Agência de Meteorologia do Japão faz alertas e alertas preventivos no seu site na internet. Isto é para avisar as pessoas sobre a probabilidade de alertas relacionados ao tempo serem emitidos durante vários dias. No nível 1, fique de olho nas atualizações sobre o tempo, entrando, por exemplo, no site da agência.

Se o nível 2 for emitido, solicita-se à população que se informe sobre como e onde devem ir no caso de um desastre.

Até este ponto, a agência provavelmente terá emitido um alerta preventivo sobre chuvas torrenciais e inundações. Se você estiver em uma das regiões designadas, faça uma revisão dos passos a serem tomados se você precisar sair de sua casa em busca de abrigo. Confira no mapa de desastres para saber que tipo pode ocorrer na região onde você mora, bem como o abrigo de emergência mais próximo e o caminho para chegar lá.

Estas informações são do dia 20 de maio.


Níveis 3 e 4

Na terceira parte da série, apresentamos os níveis de alerta 3 e 4.

No nível 3, idosos e pessoas com deficiência são aconselhados a buscar lugar seguro para se abrigar.

Governos locais emitem um “alerta de evacuação” para pessoas idosas e outros residentes. Em tais circunstâncias, é provável que a Agência de Meteorologia do Japão tenha designado um alerta para chuva torrencial e inundações. É possível que autoridades tenham colocado alerta para transbordamento de rios.

Idosos e pessoas com deficiência devem começar as providências para encontrar abrigo em local seguro. Demais residentes devem verificar os locais onde há abrigos nas áreas de risco e começar a preparar os itens de desejam levar consigo para, então, voluntariamente deixar suas moradias se sentirem que estão em perigo.

O nível 4 de alerta é para que todos que estejam em áreas de risco deixem o local e busquem abrigo.

Os governos locais são os responsáveis por emitir a ordem de evacuação. Trata-se de uma situação em que chuvas torrenciais tenham aumentado o risco de deslizamentos de terra. As autoridades competentes provavelmente terão emitido alertas contra deslizamentos, bem como alertas sobre o risco de transbordamento de rios com o aumento do nível das águas.

Todas as pessoas em áreas de risco, não apenas idosos, devem se deslocar para um lugar seguro para se proteger. Abrigos designados não são os únicos locais onde as pessoas podem se abrigar. Um edifício de construção robusta na vizinhança também pode servir como um lugar seguro. É necessário verificar, com antecedência, a localização de prédios dessa envergadura e de abrigos, com o uso de mapas de risco preparados pelos governos locais.

Estas informações são do dia 23 de maio.


Não espere pelo nível 5

Esta é a quarta parte de uma série sobre os cinco níveis de alerta do Japão para chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra. Hoje vamos entender o nível 5, a mais alta advertência.

O alerta de nível 5 é um pedido urgente aos residentes para que façam qualquer coisa que seja necessária para salvar suas próprias vidas.

Governos regionais dão ordens às pessoas para que garantam imediatamente sua segurança. É altamente provável que um desastre é iminente ou já aconteceu. As autoridades provavelmente já divulgaram informações sobre locais onde rios romperam suas margens. A Agência de Meteorologia provavelmente emitiu sua advertência máxima de emergência. Pode ser que seja tarde demais para procurar um local de evacuação.

Devemos ter em mente que as ordens emitidas por governos regionais para “garantir a segurança” podem não chegar a tempo. Há um risco que talvez não seja mais possível garantir a segurança em tal situação. A evacuação deve ser feita após a emissão do alerta de nível 4. Não espere até o nível 5. O alerta de nível 5 deve ser visto como um pedido às pessoas que ainda não foram evacuadas para que elas tomem a segunda melhor providência para salvar suas vidas. Não suponha que você ainda tem tempo porque o alerta de nível mais alto ainda não foi emitido. Vá para o local de evacuação quando tal ordem for emitida.

Estas informações são do dia 24 de maio.


Quando encontra dificuldades para evacuar?

Nesta edição, vamos focar nas opções que as pessoas têm quando encontram dificuldades para evacuar.

A situação pode se alterar de forma repentina em caso de chuvas fortes que persistem por várias horas. Em tais casos, pode ocorrer das chamadas para evacuação de pessoas idosas e aquelas com deficiências físicas, assim como as ordens de evacuação, não serem emitidas a tempo. As pessoas podem ter dificuldades em se deslocar para locais de evacuação distantes se uma inundação estiver ocorrendo em sua vizinhança. Uma das opções a se tomar nessas circunstâncias é evacuar para um local ou edifício seguro próximo.

Se as pessoas não puderem se arriscar a sair de onde estão, devem subir para o andar superior de suas casas, ou se deslocar para o lado oposto do edifício que apresente perigos em potencial, como uma encosta próxima.

Rios de pequeno e médio porte podem transbordar em áreas montanhosas. A magnitude dos danos causados às comunidades varia dependendo da distância que elas têm dos rios e da diferença de altitude entre as localidades e os rios.

Nas áreas nas margens de rios ou em região que fique muito alagada em caso de inundação, há locais onde algumas casas têm grande risco de desabamento ou serem levadas pelas águas.

O governo e outras autoridades designam esses locais como áreas de possível inundação com risco de que construções venham a desabar. Nessas áreas designadas, a evacuação para o segundo andar de um edifício pode não ser suficiente para salvar sua vida. As pessoas são aconselhadas a buscar locais mais seguros.

Estas informações são do dia 1º de junho.


Desenvolvimento de ‘chave própria’

Nesta edição, falamos sobre a necessidade de desenvolvimento de uma “chave própria” para afastamento de áreas de risco pela população.

Órgãos públicos de gestão de desastres e governos regionais emitem diferentes tipos de alertas. Quando desastres são iminentes, as prefeituras não conseguem dar atenção adequada a todos os moradores das localidades. É crucial, assim, que a população desenvolva sua “chave própria” para decidir antecipadamente qual a ocasião propícia para afastamento de áreas de risco.

As pessoas também precisam se familiarizar com os riscos de desastres presentes na comunidade e estar prontas para agir com urgência sempre que seja elevado o risco de desastre.

O mais importante é que a população entre em ação antes de um agravamento da situação. Quando chuvas intensas aumentam o nível das águas dos rios, veículos podem facilmente ser levados pela correnteza. Se uma ordem de afastamento de áreas de risco for dada pela prefeitura, os moradores destas áreas deverão imediatamente abandoná-las.

Pessoas que levem mais tempo para se deslocar — por exemplo, idosos e indivíduos com deficiência — devem começar a se afastar tão logo seja emitido o alerta de nível 3.

Estas informações são do dia 2 de junho.


Evacuação a pé

Nesta edição, vamos oferecer dicas quando tem de deixar áreas de risco a pé.

É aconselhável usar roupas que proporcionam mobilidade, como calças, para evacuação. Escolha trajes de manga comprida e calças compridas, mesmo no verão, para evitar ferimentos.

Em termos de calçados, um tênis confortável que costuma usar seria apropriado. Botas não são recomendáveis, uma vez que podem se tornar pesadas quando molhadas, dificultando a caminhada. Evite chinelos, pois podem sair dos pés facilmente.

Deixe preparada com antecedência uma sacola de emergência, contendo itens essenciais em quantidade mínima, para deixá-la leve e facilitar o carregamento. É aconselhável levar uma mochila para evitar queda e deixar as mãos livres. É recomendável levar uma capa de chuva, em vez de guarda-chuva, para manter sua segurança.

Estas informações são do dia 3 de junho.


Evite agir sozinho

Continuamos com as dicas para quando é necessário deixar áreas de risco a pé: evite agir sozinho.

Faça o possível para não se deslocar sozinho e se mantenha em grupos de duas ou mais pessoas o máximo possível quando for sair de uma área de risco. Evite áreas inundadas. Quando o nível das águas subir para mais de 50 centímetros ou acima dos joelhos, a pressão da água faz com que caminhar se torne difícil, mesmo para homens adultos. Se a água tiver correnteza, uma pessoa pode perder seu equilíbrio e ser carregada pelas águas, mesmo em partes rasas.

No caso de ruas alagadas, é difícil ver o chão, o que aumenta as chances de tropeçar em algo. Uma pessoa caminhando também corre o risco de cair em um bueiro aberto, sarjetas, ou canais e ser levada embora.

Quando você não tiver outra opção que não atravessar uma área inundada, tenha os seguintes cuidados: Evite locais com alagamentos profundos e com correntezas; Use uma sombrinha ou um galho longo para checar se o chão à frente é seguro antes de pisar e siga com cautela.

As informações são do dia 6 de junho.


Carros nem sempre são a maneira mais segura de escapar

Hoje o nosso foco serão dicas para a evacuação em automóveis.

Não presuma que fugir de carro é sempre uma opção segura. Durante o tufão Hagibis, em outubro de 2019, de todas as vítimas que morreram fora de edifícios, 40% perderam sua vida enquanto fugiam num carro. Alguns veículos foram levados pelas águas com seus motoristas. Outros morreram quando seus veículos caíram num buraco em uma rua afundada.

Os especialistas aconselham as pessoas a não tentar ir para casa ou para o trabalho às pressas, acreditando que estarão mais seguras se usarem um carro, especialmente em regiões que já estão sendo atingidas por chuvas torrenciais e ventos fortes.

Não devemos dirigir em ruas ao longo de rios ou de arrozais. Quando rios e arrozais transbordam, é difícil saber onde fica a divisa entre a rua e a água. É fácil deixar o carro despencar para o rio ou para o arrozal. Em tufões e tempestades passadas, algumas pessoas morreram por isso. Durante chuvas torrenciais, certifique-se de que a rua que está usando é segura, mesmo se for uma rua que você conhece bem.

Estas informações são do dia 7 de junho.


Carros podem ser facilmente levados pelas águas

Hoje, continuamos com o tópico de evacuação em automóveis, e focamos no fato dos carros poderem ser facilmente levados pelas águas de enchentes.

Dirigir em ruas inundadas é perigoso. Mesmo que aparentemente o alagamento não pareça ser grave, a profundidade das águas pode ser na realidade grande. Existe o risco de seu carro parar ou ser carregado pela correnteza. Além disso, quando a rua está coberta de água e não é possível ver a sua superfície, existe o risco de o automóvel cair dentro de bueiros, valas ou canais de irrigação despercebidos.

Evite entrar em ruas alagadas e procure outra rota. Quando tiver de dirigir por uma rua inundada, dirija devagar e mantenha distância suficiente entre seu carro e o veículo que vai à sua frente. Isso se deve ao risco dos espirros de águas do automóvel que vai à frente poderem bloquear totalmente a sua visão, causando risco de colisão caso o outro carro venha a brecar repentinamente. Além disso, dirigir em alta velocidade cria ondas grandes que podem fazer que as águas infiltrem no motor e causar danos.

Em ruas alagadas, o motor do carro para de funcionar quando a água atinge cerca de 30 centímetros de profundidade. Quando o nível das águas atinge 50 centímetros ou mais, seu veículo pode começar a flutuar e ser levado pela correnteza. Em caso de veículo de passeio, certifique-se que a água esteja abaixo do nível das portas ou do assoalho de seu carro, mas esteja ciente de que os automóveis podem ser facilmente levados mesmo em águas rasas se houver correnteza forte, como em caso de enchentes de rios.

Estas informações são do dia 8 de junho.


Cuidado ao dirigir por passagens sob vias férreas e rodovias

Neste segmento da nossa série sobre a escala japonesa de cinco níveis para chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra, focamos em pontos específicos de cuidados durante a evacuação. Desta vez, na última parte, fornecemos conselhos para que as pessoas dirijam com cuidado por passagens sob vias férreas e rodovias.

Esses tipos de passagens são especialmente vulneráveis a enchentes. Os percursos encontram-se em níveis inferiores aos terrenos em seu entorno e, desse modo, a água da chuva se acumula rapidamente. Acidentes fatais ocorreram no passado porque motoristas entraram em tais passagens sem se dar conta de enchentes. Portanto, aconselhamos o ouvinte a evitar essas passagens durante a evacuação. Procure optar por outra rota quando for possível. Caso não tenha outra escolha, dirija devagar e cheque o nível d’água da rodovia à medida que avança.

Quando um carro é invadido pela água, é difícil abrir as portas do lado de dentro devido à pressão do líquido. Quanto maior o tamanho da porta, maior é a pressão exercida, dificultando ainda mais a saída de veículos com portas grandes ou corrediças. É aconselhável deixar guardado no carro um instrumento para quebrar a janela em caso de emergência. Caso não disponha de nenhum instrumento, remova o encosto de cabeça do seu assento, coloque uma das duas varas de metal conectadas a ele entre a moldura da porta e o vidro, puxando a vara para a frente para quebrar a janela.

Lembre-se que, mesmo no pior dos casos, é possível abrir a porta do carro quando uma enorme quantidade de água invade o seu interior e os níveis d’água dentro e fora do veículo são os mesmos.

Estas informações são do dia 9 de junho.



Dicas de segurança para inundações em áreas urbanas


01. O risco de transbordamento de rios

Com o início da temporada de chuvas no Japão, existe necessidade de revermos nossa preparação contra inundações. Áreas urbanas com edifícios e ruas pavimentadas não conseguem absorver grande quantidade de chuva. 50 milímetros de chuva por hora podem sobrecarregar a capacidade do sistema de drenagem e causar inundações. Nesta série, discutimos meios para nos proteger de inundações em áreas urbanas.

Rios que atravessam cidades tendem a ser estreitos e ter suas margens cobertas com concreto. Isso pode fazer com que o nível das águas aumente rapidamente quando chove.

Em julho de 2008, o nível das águas em um rio que corta a cidade de Kobe aumentou 130 centímetros em apenas 10 minutos. Cinco pessoas, incluindo três crianças que brincavam nas margens do rio, morreram depois de terem sido levadas pelo aumento repentino da correnteza.

O risco de transbordamento das margens de um rio aumenta depois de poucas horas de chuvas torrenciais que excedam 50 milímetros por hora. Chuvas fortes a montante de um rio podem levar ao aumento repentino do nível das águas a jusante mesmo que não esteja chovendo tanto nessa área. Certifique-se de se afastar de pequenos rios nesses casos.

Estas informações são do dia 15 de junho.


02. Cuidados com baixadas e bueiros

Nesta edição, vamos explicar que tipo de perigo requer atenção em baixadas.

Quando o volume de chuva ultrapassa a capacidade de escoamento hídrico, a pressão da água que flui para a rede de esgoto é capaz de deslocar ou forçar para fora a tampa de bueiros. Também pode haver transbordamento da água que escoa por valas.

A água tem a tendência de se acumular em áreas mais baixas que o terreno em torno ou em vias estreitas. Às vezes forma um fluxo caudaloso semelhante ao de rios que é capaz de derrubar as pessoas. Sempre que o terreno estiver submerso, evite deslocamentos tanto quanto possível. Se for inevitável se deslocar, será preciso estar acompanhado de uma ou mais pessoas. Convém tatear o terreno com um guarda-chuva ou uma vara e caminhar lentamente.

Além disso, convém levar em conta que, em alguns ambientes urbanos, existem áreas residenciais formadas por meio da terraplenagem de terrenos elevados. Como são áreas propensas a deslizamentos de terra, é recomendável checar antecipadamente a condição do terreno com a consulta a mapas locais de zonas de risco.

Estas informações são do dia 16 de junho.


03. Saia do subsolo!

Nesta edição, vamos dar uma dica importante: se você estiver em um porão ou subsolo, suba para o nível da rua.

No caso de chuvas torrenciais, uma enorme quantidade de água pode entrar de repente nos andares subterrâneos de um edifício ou em centros comerciais ou estacionamentos no subsolo. Se você estiver no subsolo, nem sempre vai poder saber o que está acontecendo no térreo. Isto significa que você poderá não ter tempo para fugir no caso de uma chuva torrencial ou inundação.

Quando a água começa a entrar no subsolo, fica muito difícil subir as escadas contra a corrente. As inundações poderão interromper o fornecimento de energia elétrica, impossibilitando o uso de elevadores. Além disso, um apagão poderá criar pânico em aglomerações.

Por exemplo, um acúmulo de água de 50 centímetros de profundidade do lado de fora de uma porta para o subsolo pode criar uma pressão de até 100 quilos. Fica bem difícil para uma criança ou para idosos abrirem uma porta se o nível da água do lado de fora for de cerca de 10 centímetros. Mesmo para adultos, é difícil abrir uma porta quando o nível da água gira em torno dos 30 centímetros do lado de fora.

Os especialistas aconselham a população a sair de instalações no subsolo no caso de chuvas intensas. Se você precisar ficar no subsolo por alguma razão, fique atento à previsão do tempo e advertências do governo de sua região, e se houver previsão de inundações, vá para o andar térreo.

Estas informações são do dia 17 de junho.



Deslizamentos de terra


01. Buscar lugar seguro após alertas

Diante da ocorrência de deslizamentos de terra, pode não ser possível escapar com segurança. Assim, a melhor forma de proteger sua vida nessas circunstâncias é abandonar a área que se encontre sob risco o mais rápido possível. Nesta série, apresentamos informações essenciais sobre deslizamentos de terra e formas seguras de fuga.

Quando os riscos de deslizamento de terra aumentam, os observatórios regionais meteorológicos e governos provinciais emitem um alerta conjunto. Pessoas que vivem em áreas sob risco de deslizamentos devem seguir meticulosamente as informações oferecidas pelos governos locais após este alerta ter sido emitido, e devem tomar providências imediatas para buscar lugar seguro.

Deslizamentos também podem ocorrer de forma repentina, sem que haja qualquer tipo de alerta ou pedidos para que a população busque locais seguros.

Alguns sinais de alerta de iminentes deslizamentos de terra são os seguintes:
Pequenas pedras caindo, rachaduras evidentes, ou água jorrando repentinamente de encostas;
Rios perdendo volume de forma repentina;
Barulhos de tremores ou estrondos em montanhas.

Estes fenômenos não naturais são uma indicação de que um deslizamento pode estar prestes a ocorrer e que a área se encontra em perigo. A população da área em questão deve se retirar imediatamente de penhascos ou declives, buscar abrigo e se certificar de que esteja em lugar seguro. De forma alguma deve-se chegar perto das áreas de risco para observar os fenômenos, já que pode ser perigoso.

As informações são do dia 20 de junho.


02. Subir para um andar superior pode ser uma medida de última instância

Quando parece ser perigoso demais evacuar para um abrigo pré-determinado, ir para um cômodo no primeiro andar ou num andar mais alto e na posição mais distante de penhascos ou encostas que houver dentro do edifício, pode salvar vidas como uma medida de última instância.

É mais importante que as pessoas fujam para edifícios e locais seguros antes que a situação piore até este nível. As pessoas devem verificar em mapas de risco e ficar atentas a alertas sobre deslizamentos de terra e informações sobre evacuação dos municípios, assim como a situação nas regiões adjacentes. Pessoas próximas de penhascos, encostas de montanhas ou riachos devem considerar a evacuação em caso de chuvas torrenciais.

Durante as fortes chuvas que atingiram o oeste do Japão em 2018, cerca de 90% das regiões que registraram mortes em deslizamentos de terra já haviam sido designadas como zonas de precaução contra deslizamentos ou como áreas de outros riscos.

Não apenas as áreas próximas de encostas e penhascos, mas até mesmo regiões relativamente distantes de tais locais também podem ter sido designadas como zonas de precaução contra deslizamentos de terra. Por isso, é preciso verificar em mapas de risco e confirmar outras informações para saber se há o risco de deslizamentos.

Estas informações são do dia 21 de junho.



Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais

8 de julho de 2021

01. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (1)

A partir de hoje temos uma nova série para residentes estrangeiros no Japão. Nesta época do ano, é comum a ocorrência de pancadas de chuva torrenciais. Na primeira parte desta nova série, vamos falar sobre como nos proteger em caso de fortes chuvas.

Hoje, vamos explicar os cuidados necessários a se tomar quando estiver em busca de um refúgio. Primeiramente, ao fugir em meio a fortes chuvas, tente vestir roupas maleáveis, tais como calças. Mesmo no verão, use manga longa e calças compridas para evitar se machucar. Escolha calçados tais como um tênis que já esteja acostumado a usar. Botas podem ficar pesadas caso água se acumule no interior, e assim, pode ser difícil se locomover. Chinelos ou outros calçados fáceis de tirar podem ser perigosos e devem ser evitados. Sua bolsa de emergência deve ter o mínimo de itens necessários e ser o mais leve possível. Tente usar uma mochila, para que suas mãos fiquem livres e a fim de minimizar o risco de quedas. Além disso, é mais seguro usar uma capa de chuva ou poncho do que um guarda-chuva.

Em caso de chuvas torrenciais, o mais importante é procurar refúgio com antecedência, antes que a situação ao redor piore consideravelmente. Caso um rio venha a transbordar, até mesmo veículos podem ser levados pelas águas. Caso seu município local emita uma ordem de evacuação, você deve iniciar rapidamente a movimentação para buscar abrigo. Pessoas com deficiência ou em determinadas condições, que levam mais tempo para se locomover, devem começar a procurar abrigo assim que o município local indicar que deve ser iniciada a evacuação de idosos e outros.

As informações são do dia 5 de julho.



02. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (2)

Nesta edição, apresentamos mais dicas sobre o que procurar fazer no caso de uma evacuação.

Ao evacuar, tente não se locomover sozinho. Procure se mover em companhia de alguém ou em grupos. Evite atravessar vias ou áreas submersas. Quando a água atinge 50 centímetros de profundidade, mais ou menos na altura do joelho de uma pessoa adulta, pode ser difícil mesmo para ela caminhar por causa da pressão exercida pela água. E ao caminhar por um riacho, uma pessoa pode facilmente perder o equilíbrio, acabar caindo e ser levada mesmo pelas águas mais rasas.

Ruas inundadas representam outros perigos. É difícil enxergar o que se encontra no caminho. Por isso, a tendência é acabar tropeçando e caindo. Existe ainda o risco de queda na sarjeta ou em um bueiro sem tampa.

Quando não há outra opção senão evacuar por uma área submersa, deve-se evitar a água funda e corrente. Procure utilizar um guarda-chuvas ou uma vara comprida para sondar o que está à frente.

Estas informações são referentes ao dia 6 de julho.



03. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (3)

Na terceira parte desta nova série sobre como nos proteger em caso de fortes chuvas, focamos no que deve ser considerado ao utilizar um veículo ao sair para buscar refúgio.

Primeiramente, nunca se deve partir do pressuposto de que é seguro sair em busca de refúgio caso se esteja de carro. Durante a passagem do tufão Hagibis em 2019, 40% das vítimas que morreram fora de casa haviam fugido em busca de abrigo em um veículo. As vítimas ou foram levadas pela correnteza junto com o automóvel, ou morreram ao passar por rodovias que sucumbiram durante a tempestade.

Caso as chuvas e os ventos estejam se intensificando, evite se locomover de carro tanto para sair quanto para tentar voltar para casa. Mantenha-se longe de ruas próximas de rios ou de áreas repletas de campos de arroz.

Ruas alagadas podem representar muitos perigos. É possível cambalear ou até mesmo cair devido à dificuldade de saber onde se encontra o limite entre o asfalto e a calçada, por exemplo. Vias alagadas também apresentam risco de se desnivelar ou ficar esburacadas. Em desastres anteriores, houve vítimas que morreram ao cair nesses desníveis em ruas danificadas, sem estarem cientes da situação. Mesmo que esteja acostumado a passar em determinada via, verifique com atenção qualquer perigo em potencial nas diversas áreas do percurso.

As informações são do dia 7 de julho.



04. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (4)

Na quarta parte desta nova série sobre como nos proteger em caso de fortes chuvas, damos seguimento ao tema abordado na edição anterior sobre o que deve ser considerado ao utilizar um veículo ao sair para buscar refúgio.

É perigoso dirigir por vias inundadas. É provável que a água da enchente tenha se acumulado substancialmente mesmo quando ela parece rasa o suficiente para ser percorrida. A água da enchente pode arrastar veículos ou deixá-los submersos e encalhados.

Percorrer vias inundadas envolve o risco de cair em buracos na pista, valas abertas no acostamento ou canais de irrigação, pois é difícil avistá-los quando eles se encontram submersos.

Procure fazer desvios em vez de usar vias inundadas. Caso não haja outra opção a não ser percorrê-las, dirija devagar mantendo uma distância suficiente em relação ao veículo à sua frente. Isso porque jatos d’água do veículo à frente podem obscurecer sua visão. Há também o risco de colidir com o veículo da frente caso ele pare repentinamente.

Dirigir com pressa faz com que mais água seja espalhada, podendo molhar o motor e causar problemas.



05. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (5)

Damos agora seguimento ao episódio de ontem, sobre como escapar com segurança utilizando um veículo. Lembramos que esta opção é recomendada apenas quando não há alternativa.

Ao fugir de carro, é possível que ele fique imerso nas águas. Lembre-se que o motor do seu carro vai deixar de funcionar se a altura da água chegar a cerca de 30 centímetros, e que seu carro pode flutuar e ser levado pela correnteza se a água estiver a 50 centímetros ou mais. No caso de automóveis de passageiros, a imersão deve ficar abaixo da parte inferior das portas, ou do piso do veículo, mas tenha em mente que mesmo quando a água não está muito funda, seu carro pode ser facilmente levado se houver uma forte correnteza, como no caso de o carro ser atingido pela água de um rio que transbordou.

Quando um carro é submerso fica difícil abrir as portas devido à pressão da água. Quanto maior a porta, maior a pressão, por isso é mais difícil escapar de carros com portas grandes ou de correr.

Uma boa ideia é ter sempre em seu carro uma ferramenta com a qual possa quebrar os vidros do carro. Caso não tenha uma ferramenta, pode usar as barras de ajuste do encosto para a cabeça do assento do carro. Para quebrar a janela, enfie uma das barras no espaço entre a porta e a janela, na parte de baixo da mesma, e puxe o encosto para a cabeça na sua direção. Na pior das hipóteses, se perceber que está dentro de um carro submerso, lembre-se que você vai conseguir abrir a porta quando houver água suficiente dentro do veículo para igualar a pressão dos dois lados.



06. Preparação para desastres relacionados a chuvas torrenciais (6)

Hoje trazemos novos conselhos para casos em que as pessoas não têm outra opção que não seja evacuar suas casas em um veículo.

É preciso ser extremamente cauteloso ao dirigir por uma passagem subterrânea, como sob uma ferrovia ou estrada. Estas passagens se encontram em um nível mais baixo do que a área em seu redor, portanto água pode se acumular nestes locais em um curto espaço de tempo caso chova.

Acidentes fatais ocorrem com frequência quando veículos entram nessas passagens subterrâneas sem que as pessoas se deem conta de que estão alagadas. Portanto, evite passar por elas o máximo possível durante uma evacuação. Se você não tiver como evitar o percurso, cheque antes para ver se não está inundada e prossiga com atenção.


Como prever bandas de precipitação linear

Como prever bandas de precipitação linear (1)

Em junho de 2022, a Agência de Meteorologia do Japão começou a prever o desenvolvimento de bandas de precipitação linear, que são a formação de nuvens cumulonimbus ou nuvens carregadas de chuva em linhas mais ou menos retas, e a emitir previsões. Nesta nova série, a NHK está respondendo a perguntas sobre como essas previsões são feitas e sua taxa de precisão. Hoje, vamos explicar o que é uma banda de precipitação linear.

Recentemente, as bandas de precipitação linear têm chamado a atenção por causar chuvas torrenciais. O ar quente e úmido leva à formação de nuvens de trovões, e o vento alonga essas nuvens criando uma banda de precipitação linear que provoca chuvas fortes em um mesmo local por um longo tempo.

A Agência de Meteorologia do Japão define uma banda de precipitação linear quando ela tem entre 20 e 50 quilômetros de largura e um comprimento entre 50 e 300 quilômetros.

Uma nuvem típica de chuva geralmente dura entre 30 minutos e uma hora, ou seja, ela é relativamente curta. Contudo, a formação sucessiva de tais nuvens estacionárias de chuva pode resultar em chuvas torrenciais por um longo período. Em apenas algumas horas, a quantidade de precipitação proveniente de tais nuvens pode ser equivalente àquela de um mês durante um ano típico, tornando-se facilmente a causa de desastres relacionados à chuva.

Uma precipitação torrencial típica é causada pelo desenvolvimento de uma nuvem cumulonimbus, que permanece sobre uma região durante um período de tempo curto. Uma banda de precipitação linear é causada pela formação de uma série de cumulonimbus em um sistema de chuvas no formato de uma faixa. Este fenômeno climático pode acontecer em qualquer parte do Japão, mas geralmente é bem difícil prever exatamente quando ele vai ocorrer.

Estas informações são de 14 de outubro de 2022.


Como prever bandas de precipitação linear (2)

Esta é a mais recente série sobre bandas de precipitação linear, que se refere à formação de nuvens cumulonimbus carregadas em forma de faixa, em linhas mais ou menos retas. Na edição de hoje, explicamos as novas previsões que passaram a ser emitidas desde junho deste ano pela Agência de Meteorologia do Japão sobre este fenômeno.

Desde 2021, a agência vinha emitindo alertas para fortes chuvas quando a formação de uma banda de precipitação linear era confirmada. A partir de junho deste ano, meteorologistas no Japão passaram também a emitir informações até mesmo sobre a possibilidade de ocorrências dessas faixas de precipitação linear.

Como exemplo, a agência pode vir a emitir o seguinte alerta: “Bandas de precipitação linear podem se formar na região de Kanto-Koshin esta noite. Condições do tempo podem piorar repentinamente e serem seguidas de pancadas que podem desencadear um desastre”.

As previsões são feitas com entre seis e doze horas de antecedência de uma possível ocorrência do fenômeno. A informação é divulgada em 11 áreas diferentes em todo o país, incluindo Kanto-Koshin e a parte sul da região de Kyushu. A previsão pode ser emitida separadamente quando a localidade se trata de uma ilha. O momento da ocorrência designado na previsão é utilizado de forma ampla, sem especificar um horário e apontando somente a parte do dia, como por exemplo, de manhã, ou à noite.

A agência espera que as previsões de bandas de precipitação linear ajudem a conscientizar a população durante o dia, antes que anoiteça e que a situação possa piorar. A medida também tem a intenção de fazer com que as pessoas se preparem para possíveis desastres por meio de verificação de mapas de risco para saber onde se encontram abrigos e rotas de evacuação.

Estas informações são de 17 de outubro de 2022.


Como prever bandas de precipitação linear (3)

Desta vez, vamos explicar como prever o desenvolvimento das bandas de precipitação linear.

A chave principal para prever bandas de precipitação linear que causam chuvas torrenciais é como fazer estimativas precisas das quantidades de vapor d’água no ar que formam nuvens cumulonimbus.

Para capturar o vapor d’água, pesquisadores utilizam um sistema que recebe sinais de GPS (sistema de posicionamento global) e outros equipamentos para obter informações sobre localização. Quando há vapor d’água na atmosfera, um ligeiro atraso ocorre na recepção de sinais de satélite. Fala-se que o atraso é de vários bilionésimos de segundo.

Com base nas breves diferenças, pesquisadores estimam as quantidades de vapor d’água acima do mar, ao obter dados sobre a localização de um navio continuamente. Eles afirmam que é possível estimar as quantidades de vapor d’água mesmo sob tempo chuvoso ou nublado e transmitir dados uma vez a cada 10 minutos.

De junho a outubro, a Agência de Meteorologia do Japão tem destacado dois navios de observação no Mar da China Oriental e em águas ao largo da região de Shikoku para serem enviados até áreas onde nuvens cumulonimbus provavelmente se formarão, com o objetivo de realizar observações rápidas.

A agência planeja instalar equipamentos de observação em embarcações da Guarda Costeira japonesa e em balsas particulares que navegam em águas próximas visando aumentar o número de navios de observação para 16 até o fim do atual ano fiscal.

A Agência de Meteorologia também está intensificando observações em terra. Desde 2020, ela tem instalado higrômetros em 687 pontos de observação em todo o país, monitorando temperatura, pluviosidade e ventos.

Estas informações são de 18 de outubro de 2022.


Como prever bandas de precipitação linear (4)

Na edição de hoje, vamos verificar o quão precisas têm sido as previsões sobre a formação dessas bandas de nuvens em forma de faixa.

A realidade é que com a tecnologia disponível no momento é difícil fazer previsões precisas sobre bandas de precipitação linear. A Agência de Meteorologia do Japão calculou a taxa de precisão de suas previsões passadas e descobriu que ficou em torno de 50% em todo o país, e em cerca de 25% para as diferentes regiões japonesas.

Autoridades afirmam que quando a agência não emitiu previsões, não foi possível prever a formação de bandas de precipitação linear em dois terços dos casos.

No momento, simulações conduzidas pelo supercomputador da agência são usadas simplesmente como referência. Após a atualização para um outro supercomputador, autoridades esperam conseguir emitir previsões por província a partir de 2024, e para municipalidades ainda menores a partir de 2029.

Segundo os meteorologistas, no momento é difícil fazer previsões. Mas dizem que mesmo que emitam previsões, pode ser que não haja a formação de bandas de precipitação linear, mas ainda assim há chances altas de que pancadas de chuva possam vir a agravar a situação rapidamente. Afirmam que esperam que as pessoas fiquem alertas e se preparem para possíveis desastres.

Estas informações são de 19 de outubro de 2022.