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Há Saída para a Situação da JAL? [ 16/01/2010 ]

Programa transmitido no dia 16 de janeiro de 2010 (Os dados são da ocasião da transmissão.)


A companhia aérea Japan Airlines, símbolo do Japão, foi, uma vez, líder na competição pelo mercado internacional. Porém, atualmente, a empresa se encontra à beira da falência, com uma dívida superior a 850 bilhões de ienes. Desta forma, a empresa deverá requerer, já na próxima semana, a reestruturação administrativa à corte judicial, valendo-se da lei de reabilitação de empresas.


Mas, por que aconteceu todo esse problema?


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Em relação à grave situação administrativa da Japan Airlines, ou JAL, obviamente, pode-se citar como uma causa direta a deterioração da economia mundial.


Além disso, os problemas da própria JAL pioraram as condições.


Em primeiro lugar, existe a questão de aeronaves da propriedade da JAL. A empresa possui 37 unidades de aviões comerciais Boeing 747, conhecidos popularmente como Jumbo. Seu modelo é antigo e grande e consome combustível em grande quantidade. Comparada com outras empresas aéreas, a JAL é proprietária da maior frota de Jumbos.


Em segundo lugar, as empresas do grupo JAL contam com, no total, 47 mil funcionários. Os salários são arcados pela JAL. E, quando às pessoas se retiraram, a empresa paga pensões.


Por último, existe a questão de que a empresa despacha muitos vôos, mesmo para regiões que não contam com muitos usuários. Por exemplo, podemos citar aquelas regiões, em cujo restrito espaço existem vários aeroportos, ou onde os aeroportos acabaram sendo construídos apesar de outros meios de transporte, tais como automóvel e ferrovia, serem mais eficientes. A maioria dos voos com destino aos aeroportos citados está em estado deficitário.


Contudo, como a JAL foi estabelecida tendo o país como seu principal acionista, ela podia operar linhas para esses aeroportos, mesmo nessas condições financeiras.


O país, por sua vez, continuava a fornecer auxílio financeiro à empresa. Por exemplo, o governo nacional ajudava a empresa através de financiamento de alto valor através dos bancos, em caso de redução no número de viajantes devido, por exemplo, a guerras no exterior ou aumento nos preços de combustível.


A dívida da JAL acumulou-se de tal forma, a ponto de chegar ao nível de 850 bilhões de ienes em setembro de 2009. Ou seja, a empresa estava à falência.


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Na verdade, algumas pessoas criticam a atitude do governo, alegando que esta foi uma das causas que criaram a atual situação da JAL.


Segundo essas críticas, a JAL, em troca de sua submissão ao país, recebia, dele, financiamentos praticamente sem restrição quando ficava em condições problemáticas. Repetindo tais financiamentos, a empresa acabou não conseguindo utilizá-los de maneira eficaz nem se dedicou a reabilitar a sua administração concretizando a operação de voos a baixo custo.


Assim, a empresa praticamente foi à falência. No entanto, isso não pode acontecer, pois a JAL domina 60 por cento do número de voos do arquipélago e há regiões beneficiadas somente com a operação da JAL. Se esses voos forem abolidos, várias pessoas enfrentarão dificuldades.


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Desta forma, foi decidido que um órgão denominado "Organização de Assistência à Recuperação Empresarial", estabelecido através de fundos do governo nacional e outras entidades, deverá analisar uma forma de salvá-la de acordo com a lei de reabilitação de companhias. E, quanto a essa decisão, o governo nacional e os bancos credores concordaram finalmente nesta semana.


Consequentemente, um novo presidente deverá ser convidado de uma outra empresa e dar início à reabilitação da JAL, substituindo o responsável pela administração até agora.


Além disso, a empresa deverá adquirir novas aeronaves mais compactas, com melhor desempenho em combustível, deixando de usar, dentro dos próximos 5 anos, todos os aviões a jato que consomem muito combustível.


E ainda, foi anunciado o corte de, no mínimo, 10 mil funcionários, assim como dos valores de pensão a serem pagos.


Os bancos, por outro lado, deverão deixar o seu direito como credor, no valor de 350 bilhões de ienes. E a organização antes mencionada e os bancos vão preparar um montante de 1 trilhão de ienes para a reabilitação da JAL.


Até agora, a Japan Airlines não conseguiu, praticamente, a sua reforma estrutural, mesmo contando com o auxílio financeiro em grande quantidade. Porém, desta vez, o mesmo erro não será aceito.


Esperamos que a empresa avance na reforma através da dedicação consolidada dos funcionários sob o controle do novo presidente.