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Por Que a Construção da Represa de Yanba Será Interrompida? [ 24/10/2009 ]

Programa transmitido no dia 24 de outubro de 2009 (Os dados são da ocasião da transmissão.)


O Ministro Maehara, do Ministério dos Transportes e Infraestrutura, anunciou sua decisão de que vai interromper a construção da represa de Yanba, projetada na província de Gunma.
Contudo, seis governadores de localidades próximas, incluindo o governador Ishihara de Tóquio, visitaram o local nesta semana e declaram que são contra essa decisão.
Além disso, os moradores locais também se opõem à não construção.
Mas, por que a construção da represa vai ser interrompida? E por que há pessoas contra essa decisão?


*      *


A construção da represa de Yanba foi projetada no rio de Agatsuma, cujas águas afluem no rio Tone, um dos principais rios do Japão.
Com relação à construção desta represa, há dois objetivos.
O primeiro é ajustar o volume de água para evitar danos, tais como inundações nas cidades localizadas na jusante, quando ocorrerem chuvas torrenciais, por exemplo, na ocorrência de tufões. 
O segundo é fornecer às cidades localizadas na jusante, água potável e água para uso industrial e agrícola.
Contudo, o plano foi elaborado 50 anos atrás. O Ministro Maehara decidiu cancelar a sua construção, alegando que a represa já não é necessária, mesmo em relação aos dois objetivos em questão.

Primeiramente, vamos ver sobre o ajuste do volume de água.
A avaliação do país é feita baseando-se na capacidade de prevenir danos provocados por inundações causadas quando ocorrer um tufão equivalente ao tufão Kathleen, que atingiu o país em 1947, causando mais de mil mortes.
O Partido Democrata, ao qual pertence o Ministro Maehara, diz que já existem 8 represas na montante do rio Tone, dentro da província de Gunma, e afirma que será possível evitar os danos construindo uma barragem.


E ainda, em relação à utilização das águas, o ministro diz que o número de habitantes na região da jusante do rio não aumentou como se estimava no passado. E também que, com o avanço da tecnologia, a quantidade de água utilizada nos lares e nas fábricas está diminuindo.
Assim, há água suficiente para satisfazer a demanda mesmo sem a represa de Yanba.


*      *


Por outro lado, construindo-se a represa, o que aconteceria na cidade?
O local, rodeado de belas paisagens, era uma estação termal bastante procurada.
No máximo, 340 moradias, inclusive hospedarias e lojas, seriam cobertas pelas águas da represa.
Seriam submergidas, também, a ferrovia e as estações da linha Agatsuma da JR, assim como rodovias.
Então, essas instalações têm que ser transferidas a locais não afetados pelas inundações.
Inclusive, já estão sendo realizadas obras de construção e implementação de rodovias e de novas moradias para os habitantes transferidos.
Como verificamos até agora, ao elaborar um projeto de represa, são necessários fundos consideráveis, não somente para a construção em si, mas também para o desenvolvimento das redondezas.
No caso da represa de Yanba, o valor necessário é de 460 bilhões de ienes, o maior valor registrado entre as represas atualmente em projeto.
Deste valor, somente 62 bilhões de ienes correpondem às obras de construção da represa em si, que ainda não foram iniciadas.
Porém, antes de iniciar as obras, já foi gasto um total aproximado de 320 bilhões de ienes.

Os moradores, que eram contra a construção da represa, finalmente concordaram há 8 anos, depois de serem convencidos através de negociações que levaram décadas.
Mesmo nessas circunstâncias, recebendo, de repente, a decisão do ministro feita sem mesmo consultá-los, os moradores se irritaram dizendo que "não vão participar na reunião de discussão com o ministro".
Os governadores também mostraram-se inconformados, afirmando que "é inaceitável que se interrompa repentinamente a construção, uma vez que as províncias já investiram muito dinheiro para serem beneficiadas com o fornecimento de água.


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Segundo o Ministério dos Transportes e Infraestrutura, com a interrupção da construção, será necessário o valor de 223 bilhões de ienes para devolver dinheiro às 6 províncias, incluindo Tóquio, que já investiram nas obras, assim como para ajudar os moradores cujas vidas foram afetadas pelo transtorno.
Porém, uma parte desse valor será devolvida ao país.
Por sua vez, se a construção da represa for realizada, o custo seria somente de 139 bilhões de ienes.


Até agora, obras de construção que envolvem grandes valores monetários, tais como de represas, uma vez que eram iniciadas, era difícil interrompê-las.
O ministro Maehara pretende revisar todas as 48 represas, inclusive a de Yanba, cujas construções estão programadas pelo governo nacional.
Para evitar o uso supérfluo dos impostos que nós pagamos, esperamos que se verifique a necessidade da construção ou não de forma adequada.